Carlos Pereira ou simplesmente mestre Xexeu começou na capoeira
aos 7 anos foi treinando até descobrir o amor por esta modalidade que o levou a
percorrer vários estados do Brasil para
aprimorar os seus conhecimentos .
A capoeira para ele hoje sanguifica educar, também
significa uma rica cultura, ter contactos com outras realidades, estabelecer
laços de amizade, inserção social, è também um veiculo principalmente de
motivação para outras pessoas.
O interesse em vir a cabo verde surgiu em 1998 quando começou
a ter ligações com Humberto que viria a ser o seu aluno e começou a falar da
possibilidade de trazer a capoeira para Cabo Verde, para ele foi uma boa
oportunidade de pôr em pratica o que tinha nos seus discursos que era nobre mas
na verdade não tinha nada haver com a realidade com que ele trabalhava.
No dia 7 de Abril de 2002 decidiu vir a cabo verde,
encontrou muito talento e muita matéria prima para desenvolver o seu projecto.
Consegui desenvolver o seu trabalho e sente-se realizado por ver seus alunos
formados a levar esta modalidade para outros cantos do mundo desenvolvendo
excelentes projectos com a capoeira principalmente na vertente social, também
sente-se feliz ao ver que os seus alunos não estão trabalhando com uma capoeira iluzória mas sim uma que e firme
e que e alimentada pela realidade.
Mestre Xexeu relatou que não pretende trabalhar
com a capoeira.
“Já não tenho mais sonhos para com a capoeira mas espero que com a minha vinda a Praia novas portas possam se abrir e poder vir a vir a desenvolver um projecto para transmitir metodologias diferenciadas e novos projectos na vertente do desporto, social, e da cultura porque vejo grandes potencialidades na ilha e para que eu possa fazer um trabalho na linha com professores de educação física e mestres em outras modalidades”.
Na praia ele acredita que ainda têm muito a dar para esta modalidade se os seus antigos alunos colocarem em pratica tudo o que aprenderam.
“se ela ira crescer ou não isso só o tempo nos dirá, mas tem que haver o desenvolvimento de cada capoeirista, pois não defendo ter trazido a capoeira para cabo verde mas sim ter feito uma linhagem de trabalho porque podem aparecer novos mestres com outras metodologias e continuar o trabalho que ele tem vindo a desenvolver a 13 anos”.
Os conselhos que deixa para os seus alunos é de seguir uma linhagem de trabalho para que este não fique só no discurso para que possa haver o companheirismo, colaboração, a troca de informações, a chamada de atenção.

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