Mo é um excelente atleta que tem dominado as pistas há alguns anos,
ele venceu os 5 e 10 mil metros nos Jogos de Londres e fez o mesmo no Mundial
de Atletismo de Moscou 2013, fora outra dezena de vitórias. Nas pistas, Mo
Farah é o cara a ser batido. Nas ruas, tem algumas derrotas, mas é um grande
competidor e, recentemente, venceu a Meia de Lisboa, com o excelente tempo de
59:32.
Há duas semanas atrás estava tudo em ordem para Mo que somou mais uma
vitória nos 10 mil metros, dessa vez no Prefontaine Classic, no Oregon. Mas na
quarta-feira tudo mudou. Na quarta foi ao ar o programa Panorama, da BBC, que
em parceria com o jornalista David Epstein, do site ProPublica, fez graves
denúncias, sendo que uma delas é de que Alberto Salazar, principal
treinador do Nike Oregon Project, incentivaria o doping de seus atletas.
Salazar é o treinador de Mo Farah desde 2011. De 2011 para cá, Mo se tornou
quase que imbatível nas pistas. O nome dele não está envolvido nas denúncias,
mas sendo o principal atleta de Salazar, é claro que as denúncias começaram a
respingar no atleta somali naturalizado inglês.
Nesse domingo, Farah iria competir nos 1.500 metros do GP de Birmingham e
competir diante de sua torcida.
A mesma que comemorou efusivamente suas medalhas de ouro nos Jogos de
Londres. Em entrevista coletiva ele mostrou-se tenso. “Vocês estão acabando comigo
eu preciso de respostas, meus fãs merecem respostas, minha reputação está indo
para a lamae serei o primeiro a deixar Alberto caso não me prove o contrário”e
acrescentou que quer evidências”.
Mo Alegou estar mentalmente e fisicamente esgotado. Foi para os EUA
provavelmente em busca de respostas. A torcida do GP estava lá para apoiá-lo.
Pagaram ingresso para ver a prova e seu maior ídolo, se ele corresse, teria sua
torcida a favor, mesmo que fosse derrotado.
Não correu e dessa forma deixa de ser uma
unanimidade

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